A representação, durante o desfile, em que o "Santanás" supostamente vence Jesus, causou crítica e repercutiu nas redes sociais
O desfile da escola de samba Gaviões da Fiel este ano encerrou a segunda noite do Carnaval de São Paulo em meio a polêmicas. Reeditando o samba-enredo de 1994, “A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente”, trouxe várias representações religiosas para a avenida, embora o objetivo seria contar uma lenda árabe sobre o surgimento do café. Elogiado pelos comentaristas da TV e nas redes sociais, a performance também gerou muitas críticas. Em especial por conta da representação da ‘batalha do bem contra o mal’ onde Satanás e seus demônios confrontavam Jesus e seus arcanjos. Embora o tema fosse o café, a religiosidade deu o tom. No terceiro carro alegórico havia uma gigante escultura de Oxalá, com pretos velhos e Exus nas laterais e um enorme São Jorge, padroeiro do clube e da escola de samba no topo. Em outros carros alegóricos, figuras de Satanás, associado à serpente, que teria enganado Santo Antão, conforme o tema proposto para o samba-enredo. Contudo, a representação de Antão com as características geralmente atribuídas a Cristo gerou debate. Em especial no momento em que ele é aparentemente derrotado pelo diabo. Para usuários das redes sociais ficou evidente que a representação era de Jesus, embora a escola alegue que era de Santo Antão, um monge cristão que viveu no Egito no século III. Primeiramente porque logo atrás da comissão de frente havia uma alegoria do santo com uma representação de um homem careca e com roupas longas, bem diferente do passista que carregava uma coroa de espinhos na cabeça e com apenas um tecido enrolado no quadril. FOLHA DE SÃO PAULO - Segundo o Jornal Folha de São Paulo, o Coreógrafo da Gaviões, Edgar Junior teve uma entrevista à Globo recuperada. Nela, diz que o foco da comissão de frente da escola, que trouxe o embate entre Jesus e o Diabo, “era chocar”. “Alcançamos nosso objetivo que era mexer com a polêmica Jesus e o Diabo e a fé de cada um.” Em redes sociais, a escola introduziu Edgar Junior, 33, como idealizador de uma “comissão de frente que chega forte para o desfile em 2019”. Em sua conta no Instagram, a escola postou duas fotos sobre a polêmica. Em uma delas, Cristo aparece de braços abertos, após o embate com o diabo e os dizeres "Jesus vence o mal. Ele Vive". Em outra foto, um anjo com uma espada derrota o diabo. (Fonte Gospelprime e Folha de São Paulo)






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